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Segunda-feira, Maio 23, 2011

Amor, um requisito do Adorador

Atendendo a pedidos, segue a postagem do texto "ASSIM É O AMOR" apresentado no Congresso HERDEIRA 2011.
Espero que você faça não somente uma leitura despretenciosa, mas uma reflexão.

ASSIM É O AMOR
(Ana & Edson Feitosa)


Tema preferido dos poetas,
que sob a sua inspiração escrevem versos e canções.
Força que resiste até à morte,
quem se prende com seus laços enche de vida o coração.
Assim é o Amor, mas não somente isso!
Erra quem com palavras tenta defini-lo...
O Amor não é um sentimento, pois a ninguém pode enganar.
O Amor não é uma conquista, por que não se vale da tristeza de quem foi derrotado.
Não é passageiro como a chama da paixão,
nem se sujeita às circunstâncias da vida.
O Amor é simples e, ainda assim, inexplicável.
Pode até ser derramado, mas nunca há de ser desperdiçado.
Assim é o Amor, mas não somente isso!
Erra quem com a razão tenta entendê-lo...
O Amor não é aperfeiçoado pela simples ação do tempo.
O Amor não se armazena, por que não pode ser contido.
Não é cego como o mundo o classifica,
nem enlouquecido para que possa justificar os que,
em seu nome, cometem ilícitos.
O Amor é puro e eficaz para encobrir pecados,
sofre o dano, mas mesmo assim estende a mão ao inimigo.
Assim é o Amor, mas não somente isso!
Multidimensional em seus efeitos,
O amor é a essência de Deus.
Faz que amigos se tornem mais chegados que irmãos.
Faz que um homem se una a uma mulher e os dois se tornem UM,
uma só carne, um só coração.
E ainda, o Amor, faz a Criatura religar-se ao Criador,
Por que o Amor é o dom supremo, dom que se revela em AÇÃO...
Ação de dar.
Dar em vida...
Doar-se em vida,
Ou, até mesmo dar a vida por quem se ama, se preciso for.
Assim bate o coração de Deus,
Assim é o Amor...











Segunda-feira, Maio 09, 2011

Perseverar é uma forma de Adoração...

Segunda-feira, primeiro dia útil da semana, talvez você esteja ai buscando mais uma maneira para agradar a Deus. Que tal PERSEVERAR? Segundo o Aurélio, perseverar é conservar-se firme e constante; persistir, prosseguir, continuar. Perseverar requer atitude, coragem e ousadia, alpem de ser o ingrediente básico para a demonstração de FÉ e CONFIANÇA em Deus e, por isso mesmo, uma forma de Adoração.


PERSEVERAR
Ana & Edson Feitosa (2005)

Perseverar é uma prova de Fé,
É continuar... é prosseguir...
Perseverar é não “arredar o pé!”,
É permanecer... é persistir...

Perseverar é olhar para frente,
E se conservar: firme e constante.
Perseverar é viver o presente
Sem desanimar um só instante.

Perseverar é manter-se fiel
Aos princípios que um dia abraçou.
Perseverar é manter-se na rota,
Mesmo que o vento não sopre a favor.

Perseverar é tentar outra vez,
É se fortalecer do fracasso atual.
Perseverar é teimar em vencer
E só descansar no “apito final”.

Perseverar é saltar as muralhas
Que me separam daquilo que é MEU.
Perseverar é render-se ao destino
Que foi escrito e traçado pelo próprio DEUS.









Segunda-feira, Maio 02, 2011

Adoração: Um rio calmo que corre para alegrar a Deus

"Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.
Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude,
e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.
Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. (Selá.)
Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus,
o santuário das moradas do Altíssimo."
Salmo 46:1-4

Acabo de ouvir a notícia do falecimento da mãe de um discípulo muito amado. Estive bem próximo dele nesses últimos dias, ao ponto de saber que os mesmos foram de águas que rujem e se pertubam. Mas, contrariando a lógica humana, ao me telefonar dando a triste notícia, pude sentir que em meio ao turbilhão de sentimentos e da sensação de terra mudando debaixo dos seus pés, havia naquela voz a paz de um rio, o rio que alegra a cidade de Deus... e que alegra o próprio Deus: Adoração.

Não tenho como saber se você, que lê esta postagem agora, está vendo e/ou sentindo montes se transportarem para o meio dos mares, algo que você julgava firme (uma instituição, um relacionamento...), sendo abalado pela braveza de águas perturbadas, mas eu sei, que Deus quer ser o teu refúgio e a tua fortaleza; e que, agora mesmo, em meio à toda e qualquer circunstância, Ele pode se mover em teu favor ao ouvir o som do rio calmo da adoração fluindo do teu coração...






Sábado, Janeiro 22, 2011

Um salmo de Marlucia Gusmão

Ah, Senhor meu, Deus Eterno e Presente no meio do seu povo;
Povo que clama e anseia por Ti.
Como ficamos alegres em Te buscar e achá-lo.
Enfrentar as batalhas, confiados na Tua palavra e vencê-las uma a uma!
Oh, Deus quando deixamos ser guiados por ti, temos a direção certa,num caminho de início, meio e fim.
Os nossos pés se firmam em Ti, Nossa Rocha, Força e Poder.
Senhor, a Tua presença é o quê buscamos e encontramos:
Te agradando , te oferecendo a nós mesmos em louvor  e gratidão pela excelência do Teu INFINITO AMOR.

Sexta-feira, Janeiro 14, 2011

Um Círculo Virtuoso: O arrependimento precedendo e sucedendo a Adoração

"Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!"
Isaías 6:5

A atmosfera criada pela adoração cria as condições para que o Homem enxergue a sua pequenês e miséria, em contraste com a grandeza e a santidade de Deus. Isaías experimentou na sua carne a horrível sensação de estar impuro diante do Deus Santo. O medo de morrer ali mesmo naquele lugar, invadiu sua alma, dando lugar ao temor reverente.

Este sentimento, precisa ser cultivado de forma constante por todo aquele que deseja deixar de ser um adorador casual. Quando olhamos para nós mesmos com os olhos de Deus, o arrependimento brotará no nosso coração produzindo o perdão de Deus; o perdão produzirá em nós amor profundo; este amor nos levará a adorá-lo mais intensamente; esta adoração, por sua vez, nos fará olhar todas as coisas com os olhos de Deus... isto produzirá em nós arrependimento, perdão, amor profundo, adoração... um ciclo virtuoso.





Quarta-feira, Janeiro 12, 2011

7 coisas que você precisa saber sobre o Santo dos santos

1) Nele não cabe um coração inteiro, só aquele quebrado em pedaços;
2) Lá dentro não existe espelho, você só se enxerga ali pelos olhos de Deus;
3) Uma vez que tenha entrado lá você pode se sentir livre, mas até chegar lá terá que cumprir um protocolo de acesso;
4) Trata-se de um local de entrega, ali não se recebe nada;
5) Para entrar lá você precisará de ousadia e fé;
6) Pelo tempo que ali permanecer, você deverá estar envolvido em reverência e temor; e,
7) Este é o lugar onde você é mais desejado e aguardado.



Quinta-feira, Dezembro 02, 2010

Outro desabafo: Se tem um tipo de música que Deus não quer ouvir, por que continuamos a produzir música centrada em nós mesmos?

"Afastem de mim o som das suas canções e a música das suas liras."
Amós 5:23 (NVI)

Já discorri aqui sobre o tipo de oferta que Deus aceita e sobre aquela oferta que Ele abomina (procure no blog pela Parábola da Lasanha). As razões são as mesmas encontradas no capítulo cinco do livro de Amós: o povo de Deus estava andando longe dEle, carregando seus ídolos, insistindo na adoração ritualística e no sacrifício feito por mãos sujas. O resultado foi que a música produzida por Israel naquele tempo se tornou insuportável para Deus.

É incontestável que nos últimos 20 anos a música gospel teve um impulso tremendo aqui no Brasil, fruto do trabalho árduo e investimento pesado de algumas gravadoras cristãs na produção, divulgação e comercialização de um produto de melhor qualidade. As evidências de que esta música VENDE é que gravadoras seculares estão focando o mercado religioso, anunciando "nossos" produtos em horário nobre; e, os programas de auditório estão recheando seus horários com música cristã.

Mas neste ponto, não podemos ignorar um sinal de alerta: O MERCADO não pode (ou não deveria!) influenciar o processo de composição de músicas para Deus! Quantas músicas já foram descartadas por que não foram gravadas? Não deveríamos escrever canções SÓ para serem gravadas e comercializadas, mas PRIORITARIAMENTE para adorar a Ele. Sabe por quê? Por que quando deixamos o mercado ditar as regras, começamos a escrever músicas centradas em nós mesmos, para nosso próprio deleite (ou para agradar o consumidor!) e com temática fundamentalmente humana (pode deixar que um dia eu vou abordar o tema - música romântica gospel...).

Talvez seja por isso que eu conheço muita gente que, assim como eu, não consegue escutar as nossas rádios evangélicas por quinze minutos ou três músicas consecutivas, sem mudar de estação (para outra rádio evangélica, claro, por que eu não escuto rádios seculares...). Algumas destas pessoas não tem coragem de admitir isso publicamente... eu agora tenho.

Quarta-feira, Dezembro 01, 2010

O desabafo de um compositor por uma canção que ainda não foi escrita...

"De boas palavras transborda o meu coração. Ao Rei consagro o que compus..."
Salmo 45:1

Sou MUITO grato a Deus por ter me dado o privilégio de colocar Palavras de Adoração na boca do seu povo. Já são quase 150 músicas, metade das quais já gravadas, inclusive em outros países, em mais de 30 anos de composição consagrada ao Senhor. Mas, nestes últimos dias, tenho gemido com intensidade diante de Deus, por uma canção que eu ainda não ouvi... algo que talvez vá me fazer esquecer de qualquer outra canção que já tenha ouvido antes...

Não querido, nem tente me pedir para explicar (até por que eu já desisti até de cogitar sobre isso!) como seria esta canção. Não ouso mais, também, tentar entender que sentimento é este que tem me tomado dia e noite: eu só sei que estou "grávido" de novo, mas de algo que eu nunca gerei nada nem semelhante; estou tentando decifrar um "som de adoração" que eu só ouvi nos meus sonhos;e , eu estou extasiado por uma poesia que eu sequer li...

A minha oração, é que este vulcão de emoções em iminente erupção dentro de mim, seja o meu próprio espírito tentando se afinar, se ajustar à frequência do coração de Deus para este tempo... Eis-me aqui, Senhor! Usa-me para a tua Glória!

Segunda-feira, Novembro 15, 2010

Adoração verdadeira brota de lábios puros

"Os meus lábios estão cheios do teu louvor e da tua glória continuamente."
Salmo 71:8

--- É Goooooooooooooooooool! grita o narrador do jogo esticando ao máximo o seu fôlego. Na tela da TV, câmeras de todos os ângulos, mostram o artilheiro "correndo prá galera", batendo no peito, beijando o escudo da camisa e, do que se pode depreender do mover dos seus lábios, gritando impublicáveis palavrões. Ato contínuo, seus olhos se voltam para o céu, mesma direção dos seus dedos indicadores e, agora, aqueles mesmos lábios pronunciam palavras mais brandas, que não conseguimos ler à distância, mas que aparentam agradecer a um Ser Superior  a graça do gol marcado... A cena é fictícia, mas está repleta de contornos realísticos (vide os gols da rodada).

Para refletir: De que maneira você extravasa suas emoções? O que profere seus lábios diante dos "gols" que você marca e daqueles que perde na vida?



Quinta-feira, Novembro 11, 2010

Adoração tem a ver com a alma... subjugada!

" Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem" Salmo 139:14

Que coisa mais intrigante é a nossa alma! Mesmo sabedora das maravilhas de Deus ela insiste em se inclinar para as obras da carne. Busca a folia ao invés da alegria, o efêmero ao invés do eterno, o terreno ao invés do celestial... Muitas são as armadilhas que ela arma para aqueles que se deixam levar por ela.

Não é sem motivos que Davi nos ensina a subjugá-la: " Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. (Salmo 103:1)". Só aquele que consegue fazer a sua alma se "dobrar" diante de Deus, dominando suas paixões, aprenderá os caminhos da verdadeira adoraçāo. Só aquele que consegue fazer a sua alma se calar, conseguirá fazê-la declarar: Seja adorado, Senhor!        
    

Segunda-feira, Novembro 01, 2010

Adoração tem muito mais a ver com os bastidores do que com o palco...

"Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai,
 que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. "
Mateus 6:6

Há muito anos aprendi, com um grande homem de Deus (Nicky Pappis), que o valor do homem se prova pela maneira como ele age quando tem a certeza de que não será descoberto. É diante dos olhos dAquele que tudo vê que primeiramente demonstro a minha fidelidade e o meu amor por Ele, para depois poder testemunhar dEle aos homens.

De um outro grande homem de Deus, o meu pastor (Marco Antonio Peixoto), aprendi que as vitórias que todo mundo vê, vêm de vitórias que ninguem presenciou - nesta ocasião ele se referia à vitória de Davi sobre Golias (todo mundo viu) como consequência da vitória sobre o leão e o urso (ninguém presenciou). Do lugar secreto para o topo da montanha...

Infelizmente, a necessidade do reconhecimento e o desejo de ser notado, têm se configurado em armadilhas para o coração de muitos; daqueles que preferem o caminho fácil que leva ao palco, onde basta aprender alguns passos da "coreografia da adoração" e o "espetáculo" está, enfim, pronto para a estréia.

Que Deus nos livre do "aroma artificial de adoração" e de tudo aquilo que tem aparência de oferta agradável a Deus e nada mais... Que Ele, no lugar secreto, onde somente os seus olhos nos vêem, nos ensine a adorá-lo como convem que Ele seja adorado. Só assim poderemos impactar o mundo com a nossa adoração.



Sexta-feira, Outubro 15, 2010

O verdadeiro adorador deixa testemunho de adoração até após a sua morte

"18 Bendito seja o SENHOR Deus, o Deus de Israel, que só ele opera prodígios.
19 Bendito para sempre o seu glorioso nome, e da sua glória se encha toda a terra. Amém e amém!
20 Findam as orações de Davi, filho de Jessé."
Salmo 72:19-20

Quanto mais estudo sobre a vida de Davi, mas desejo ter o coração que ele tinha para adorar a Deus. Note bem que, sendo rei de Israel, ele não deixou um pronunciamento falando de suas realizações, não se preocupou em apontar seu legado político, seu sucessor; pelo contrário, Davi escolheu exaltar o nome do Senhor, seu Deus.

Meu versículo preferido na Bíblia é Habacuque 2:14, por que fala que a terra se encherá do conhecimento da Glória do Senhor como as águas cobrem o mar. Este era o desejo de Davi. Este deve ser o nosso desejo também, mas para que isso seja verdade prática, devemos aprender viver uma vida que direcione a Glória para Deus.

Pense nas oportunidades que você tem para glorificar a Deus no seu dia-a-dia. Se a situação estiver difícil, lembre-se que você ainda está respirando e que viver é um dom maravilhoso e que, além disso, todo ser que respira deve louvar ao Senhor.









Quinta-feira, Outubro 14, 2010

Adoração verdadeira só flui de um coração que SABE se alegrar em Deus em qualquer situação...

"17 Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco,
 e nos currais não haja gado, 
18 todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação."
Habacuque 3:17-18

Ah! se todos os dias fossem ensolarados, se todas as noites fossem de céu estrelado, se a vida fosse "perfeitinha"... nossa adoração seria insossa e mecanizada, podes crer!

Você já deve ter vivido dias que gostaria de esquecer completamente deles. Já deve ter acordado sem perspectivas visíveis para sanar uma necessidade ou resolver um problema que estava enfrentando. É quase impossível pensar em ADORAR a Deus nessas ocasiões, mas será que elas não foram permitidas na nossa vida somente para que o Senhor receba a Glória?

O profeta Habacuque nos ensina que existe um meio de escolher, diante de todas a situações de escassez, perda, desesperança, fracasso, desilusão etc, a se ALEGRAR  NO SENHOR. Eu quero isso para minha vida! Não quero depender daquilo que vejo ou sinto para exultar no Deus da minha salvação. Seja adorado, Senhor!

Sexta-feira, Outubro 08, 2010

Adoração verdadeira não se encaixa nos moldes dos homens

"dizendo: Este persuade os homens a adorar a Deus por modo contrário à lei."
Atos 18:13

Quer saber de algo que me causa repugnância? A religiosidade. Sei muito bem onde isso começou ( lá no Éden, quando Adão achou que cosendo para si cintas com folhas de parreira, estaria apto para se apresentar diante Deus) e sei bem quem a concebeu: satanás, aquele que conheceu a Glória de Deus e foi expulso de Sua presença.

A religiosidade é assim: cega o Homem ao ponto de invalidar a obra da Cruz e concorre para ritualizar a relação de Deus com o seu povo. Aquilo que antes era genuíno (... na viração do dia - Gên. 3:8), agora "tem que ser" feito nos moldes humanos, repetindo-se palavras, gestos, horários...

Ah, meu querido, que a sua adoração seja disciplinada, mas nunca ritualizada; reverente, mas leve; constante, mas não movida pelo peso da obrigação. Rejeite toda forma de religiosidade na sua vida e comece isso observando-se enquanto adora a Deus... Mude, quebre os moldes que você fez para si mesmo e, assim como Paulo, persuada outros a (também) adorar a Deus de modo contrário à lei (dos homens).






Quinta-feira, Outubro 07, 2010

Adoração tem a ver com a gestão do tempo

"Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio"
Salmo 90:12

O tempo é uma benção de Deus que frequentemente não valorizamos. O salmista no texto acima, indiretamente nos alerta sobre a necessidade de aprender COM DEUS a contar os nossos dias. O que isso significa? Precisamos aprender a GERIR o nosso tempo como um bem precioso que de ve ser usado para Ele. Cada segundo deve ser encarado como uma oportunidade para dar a Deus a Glória que é devida ao seu nome.

Faça um favor a si mesmo (tenho me experimentado os resultados disso na minha vida!), resolva NÃO PERDER seu tempo. Se for inevitável esperar numa fila de banco, adore ao Senhor; se estiver preso no trânsito, libere o seu louvor a Ele... Além disso, preste a atenção se você não tem montado "armadilhas" para si mesmo (programas de TV, sites de relacionamento, redes sociais etc.), que consomem seu tempo, mas que não te retribuem com algo realmente proveitoso . A chave aqui é o equilíbrio, me entenda bem...

Para terminar, confesso que me espantei quando vi que minha última postagem foi há 3 anos... quanto tempo se passou e como foi  rápido!!! O tempo é assim, como a água que escorre entre os dedos, alguma perda é inevitável, mas eu vou vender caro cada gotinha que cair no chão... Glória a Deus!

Sexta-feira, Agosto 17, 2007

Falta-me sede pela presença de Deus II

Terminei a última postagem citando o Salmo 63:1 e gostaria de destacar hoje alguns aspectos e características da alma de Davi, no tocante à busca da presença de Deus, presentes neste versículo.

Em primeiro lugar, podemos notar que a expressão "eu te busco ansiosamente" demonstra uma ação constante, focada e inconformada de alguém que não vai desistir até que esteja completamente saciado. Assim deve ser a nossa busca pela presença de Deus!

Medite agora na seguinte expressão: "...a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, numa terra árida, exausta, sem água.". Davi estava no meio do deserto, sofrendo privações, mas a sua alma e o seu corpo ansiavam por Deus!!! Decididamente, eu quero isso na minha vida: almejar a Deus acima das minhas necessidades físicas e emocionais.

Terça-feira, Maio 29, 2007

Falta-me sede pela presença de Deus

Tenho meditado muito nestes dias sobre este tema - Sede pela presença de Deus - e invariavelmente, numa recorrência instigante (coisa do Espírito Santo!), passo pela intrigante pergunta "Será que eu tenho sede pela presença de Deus???".

Deixe-me compartilhar algumas coisas com você. Em primeiro lugar, será que sabemos realmente o que é ter sede? Pode ser sede de água mesmo. Você certamente já disse diversas vezes, como eu também, que estava morrendo de sede... mas se pensarmos bem, o que estávamos sentindo na verdade, na imensa maioria das vezes, era, talvez, uma grande vontade de beber água.

Do que consigo me lembrar, só uma única vez na vida eu senti realmente sede de água. Eu tinha 3 anos de idade e estava hospitalizado, por ter ingerido uma dose de mercúrio de um termômetro que havia quebrado em casa (foi a primeira vez que satanás atentou contra a minha vida) e fiquei proibido, por causa do tratamento médico, de beber água por 2 dias, só soro na veia... Muito tempo já se passou, mas ainda me lembro da sensação de ter a língua colando no céu da boca e do sentimento de que me faltava algo vital, mesmo que não soubesse definir isso na época...

Qual foi a última vez que sentimos algo semelhante pela presença de Deus? Qual foi a última vez que a falta da presença de Deus, não aquela que é conseqüência do pecado, nos causou angústia de morte? Como podemos alimentar uma sede tão profunda pela presença de Deus? Aguarde...


Ó Deus, tu és o meu Deus forte, eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, numa terra árida, exausta, sem água. (Salmo 63:1)

Sábado, Novembro 18, 2006

Falta-me mãos limpas e um coração puro VII

Muitas pessoas hoje, vivem amordaçadas por satanás, que as mantém caladas sob o peso de uma acusação que tem base legal por causa do pecado consentido na vida delas. O pecado encoberto faz o corpo definhar e coloca na boca do homem gemidos, ao invés de louvor. Em outro salmo, o de número 32, que é denominado Salmo Didático (em hebraico maskil ou poema pedagógico) que advogam os teólogos ter sido escrito após o Salmo 51, Davi fala sobre as bênçãos do perdão, que se seguiu à disciplina e a correção (vv. 1-5). Depois disso, ele anima aos justos que busquem ao Senhor enquanto O podem achar (vv. 6-10) e termina conclamando-os a se alegrar no Senhor (v. 11).

Existe um caminho para que o louvor que um dia foi abafado pelo pecado, seja de novo gerado por um coração puro. Que o Senhor nunca precise nos guiar por este caminho, nos dando a graça para permanecermos fiéis.

Alegrai-vos no Senhor, e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos os que sois retos de coração. (Salmo 32:11)

Quinta-feira, Novembro 16, 2006

Falta-me mãos limpas e um coração puro VI

Cria em mim, ó DEUS, um coração puro...

O Salmo 51 foi escrito por Davi logo após ter sido confrontado pelo profeta Natã a respeito do seu pecado com Bate-Seba. Na verdade, Natã viera até Davi, pois este estava vivendo em pecado. Este salmo então, é um salmo que está repleto da confissão e do arrependimento, de alguém que conhecia a DEUS muito bem, e que estava sendo convencido de pecado pelo Espírito Santo. Porque razão, então, Davi simplesmente não pediu perdão a DEUS? Porque ele pediu também ao Senhor um coração puro? A resposta é simples e direta: Por que havia pecado escondido e inconfesso no coração do rei Davi. Logo assim que ele permitiu que o Espírito Santo o sondasse e expusesse o pecado que estava sendo voluntária e conscientemente ocultado em seu coração, Davi sentiu-se sujo: “Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado (v. 2)” e ainda, “...lava-me, e ficarei mais alvo que a neve (v. 7). E este é um sinal importante que devemos prestar a atenção: todo aquele que após pecar não se sente sujo é por que nunca foi nascido de novo. A diferença entre os filhos de DEUS e os filhos de satanás é que os filhos de DEUS se vierem a pecar sentem-se sujos por isso.

O pecado escondido de Davi também tinha tomado a sua mente, o seu íntimo, trazendo impureza e um estado permanente de mentira: “Eis que Te comprazes na verdade no íntimo... (v.6)”, quem vive em pecado escondido vive em mentira. Davi também tinha perdido a alegria de viver junto ao Senhor, a alegria da salvação: “Restitui-me a alegria da Tua salvação (v.12)” e, agora, temia viver longe da presença do Senhor e sem o Seu Espírito (v.11).

Um outro mal que acometeu Davi, e que acomete todo aquele tem pecado consentido em sua vida, é a falta de autoridade para falar dos caminhos do Senhor, ou seja, falta de autoridade para evangelizar. O pecado consentido nos expõe à acusação de satanás e dá a ele base legal para nos acusar diante de DEUS. Só depois de se sentir perdoado, limpo e purificado por DEUS é que Davi sabia que, novamente, poderia voltar a declarar as grandezas de DEUS: “Então ensinarei aos transgressores os Teus caminhos, e os pecadores se converterão a Ti (v.13)”. A palavra então no versículo acima conforme o contexto do Salmo 51, está significando só após ter sido perdoado, lavado, purificado, ter recebido um coração puro, ter a alegria da salvação restituída é que Davi poderia, com ousadia e autoridade, voltar a evangelizar.

Uma outra coisa importante de se notar é que Davi sabia exatamente o que fazer para ter um coração puro: Confessar cada um dos seus pecados, nominando-os, expondo-os a DEUS e não os escondendo mais. Em sua oração, na forma de salmo, Davi estava se derramando diante de DEUS pedindo por Sua compaixão e misericórdia. Não era simplesmente uma oração superabrangente “Pai, perdoa-me de todos os meus pecados”, muito menos aquela oração pretensiosa “Senhor, se eu pequei, perdoa-me”. Pelo contrário, Davi estava afirmando: “...eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim (v.3)”, e ainda “Livra-me dos crimes de sangue, ó DEUS (v.14a)”, e crime de sangue foi um dos pecados que Davi cometera, assassinando Urias, o marido de Bate-Seba.

Para terminar, veja que só na parte final do salmo, Davi já se sentindo perdoado e livre da culpa e da acusação de satanás, com o seu espírito quebrantado e o seu coração contrito, que ele sabia ser sacrifícios agradáveis a DEUS (v.17), pede ao Senhor que abra os seus lábios para que ele pudesse, novamente, louvá-Lo. O pecado continuado havia fechado os lábios de Davi e o impedia de adorar a DEUS de forma aceitável aos olhos dEle.

Quarta-feira, Novembro 15, 2006

Falta-me mãos limpas e um coração puro V

Ainda há muito para se falar neste assunto...

Há poucos dias tomei conhecimento de uma estatística que me deixou estarrecido. Foi durante o Seminário Anual de Finanças que temos na nossa igreja. Nele, o palestrante, um pastor nacionalmente conhecido, muito ungido e capacitado por DEUS para falar sobre o assunto, informou-nos que um estudo feito em todo o mundo apontou que somente cerca de 25% dos cristãos comprometidos com alguma igreja local (membros) são dizimistas fiéis! Queridos, somente um quarto da Igreja do Senhor no mundo não tem roubado a Ele... perdoe-me os termos duros, mas esta é a mais pura e cristalina conclusão que tiramos da Palavra de DEUS: “Roubará o homem a DEUS? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas (Malaquias 3:8)”. Peço sua licença, para usar de letras maiúsculas, talvez a única vez neste blog, para veementemente afirmar algo, mas quero que você saiba que o faço debaixo do temor do Senhor: DEUS FICA IMPEDIDO DE ACEITAR A ADORAÇÃO QUE VEM DE MÃOS QUE ESTÃO SUJAS POR QUE TÊM RETIDO AQUILO QUE PERTENCE A ELE. Pense nisso.

Terça-feira, Novembro 14, 2006

Falta-me mãos limpas e um coração puro IV

Mas eu pensei que DEUS só olhasse o nosso coração...

“Aceitaria eu isso da vossa mão? Diz o Senhor. (Malaquias 1:13b)

Infelizmente já ouvi este tipo de comentário vindo de cristãos sinceros. Sim, 100% sinceros e 100% errados por que lhes falta o conhecimento (Oséias 4:6a). DEUS não somente olha o nosso coração, mas também olha as nossas mãos. Em Gênesis 4:3-5a, lemos: “Aconteceu que no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho, e da gordura deste. Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta; ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou”. Não é meu objetivo aqui debater os motivos que DEUS teve para assim proceder, mas observar que DEUS pode não aceitar a nossa oferta. Talvez, você possa argumentar que isso acontecia na Velha Aliança, mas agora no tempo da Graça não é mais assim. Veja então em Marcos 12:41, onde lemos que JESUS, assentado junto ao gazofilácio observava como o povo lançava ali o dinheiro. Ele observava quem ofertava, o que ofertava e como ofertava. É fato, meu querido irmão, DEUS olha para o nosso coração e também para as nossas mãos.

O que então são mãos sujas, ou indignas de ser instrumento de oferta e Adoração aceitável e agradável ao Senhor? Já vimos algumas passagens falando sobre mãos sujas em outros capítulos, mas não custa nada repeti-las aqui e acrescentar outras: mãos que aceitam suborno, lucro ilegal ou ganho de opressão (Isaías 33:15); mãos que derramam sangue inocente (Provérbios 6:17); mãos preguiçosas (Provérbios 21:25); mãos que descobrem a nudez ilicitamente ou que são instrumentos de
imoralidade (Levítico 18) etc.

Segunda-feira, Novembro 13, 2006

Falta-me mãos limpas e um coração puro III

A “parábola” da Lasanha

Eu já conheci algumas pessoas que gostavam muito de lasanha, algumas foram além e até confessaram que, na verdade, amavam lasanha. Na verdade, nunca conheci ninguém que detestasse lasanha, talvez preferissem não comer uma por causa de regime alimentar, talvez elas não sejam completamente apaixonadas, mas não existe maneira de se detestar lasanhas. E você, gosta de lasanha? Gosta muito ou muitíssimo? À Bolonhesa... ou Quatro Queijos... ah, já sei, de frango bem temperado... uhmm... lasanha gratinada! Oh, não! Lasanha verde... Ai, meu DEUS, que horas são?! Confesse meu irmão, você está sentindo o “cheirinho” quente de lasanha agora? Está com água na boca?

Coloque sua imaginação para funcionar agora: Você jejuou o dia todo e neste exato momento são três e meia da tarde, seu estômago tem roncado bastante nas última duas horas, “clamando” para ser forrado por algo sólido. Além disso, imagine que você é uma daquelas pessoas que realmente amam lasanhas. E, por último, imagine que eu teria, agora mesmo, disponível para você uma lasanha, aquela da sua preferência, prontinha para ser servida. Temos uma mesa posta e talheres colocados, num lugar bem agradável para se desfrutar de uma refeição. Ah! mas tenho ainda alguns pequenos comentários que gostaria de fazer: Não tendo uma espátula disponível para servir, terei que servir esta maravilhosa lasanha com as minhas mãos. Só mais uma coisinha, um pequeno detalhe que esqueci de mencionar: hoje, durante a manhã, estive limpando a caixa de gordura da casa que havia transbordado e aproveitei para desentupir o encanamento do esgoto que estava completamente entupido, um trabalho árduo. É por isso que o almoço só saiu agora às três da tarde, foi um dia muito corrido, não tive tempo nem de lavar as mãos... detalhes... Meu querido irmão, você aceitaria um pedaço da minha lasanha?

DEUS ama a Adoração mais do que qualquer um de nós poderia amar lasanha, mas assim como nós não aceitaríamos comer algo que nos seja servido por mãos imundas, tampouco Ele aceita Adoração ou oferta que vem deste tipo de mãos.

Sábado, Novembro 11, 2006

Falta-me mãos limpas e um coração puro II

Para refletir, refletir e refletir de novo...

As mãos que tocam no altar de DEUS para ministrar a Ele, devem estar sempre limpas e devem trazer ofertas que Lhe sejam aceitáveis. O Seu altar nunca deve ser profanado por mãos sujas, nem por ofertas que não representem a grandeza de DEUS ou que são trazidas de uma forma descuidada. Em Malaquias 1:6-14, lemos um desabafo do coração de DEUS contra os sacerdotes de Israel, que estavam trazendo para oferecer no altar pão imundo; animal cego, coxo e enfermo e, ainda, suplicavam pelo favor e pela graça do Senhor, julgando que mesmo agindo insensatamente seriam ouvidos. È quando no versículo 10, o Senhor declara: “Tomara houvesse entre vós quem fechasse as portas, para que não acendêsseis debalde o fogo do meu altar. Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a vossa oferta”. Você pode sentir o coração de DEUS nesta passagem?

Sexta-feira, Novembro 10, 2006

Falta-me mãos limpas e um coração puro

Quem subirá ao monte ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega sua alma à falsidade, nem jura dolosamente. (Salmo 24:3-4)”. Davi neste salmo estava falando das qualidades necessárias à santidade na Adoração. A santidade na Adoração é exigida por DEUS. Não era sem motivo, todo o processo de purificação que era requerido, através da lei de Moisés, aos sacerdotes (Êxodo 19:22), aos levitas e a todos aqueles que se achegavam ao altar de DEUS. Na visão que Isaías teve do trono de DEUS, havia serafins por todos os lados à volta do trono de DEUS. Este termo, serafins, usado para estes seres angelicais deriva de uma palavra que significa queimar, assim serafins são anjos que DEUS usa para a purificação. Neste caso relatado em Isaías capítulo 6, vemos que os serafins guardavam a santidade da presença de DEUS (“Santo, santo, santo é o Senhor” era o que eles clamavam uns para os outros, continuamente), e ainda vemos que um deles foi usado por DEUS, para purificar Isaías tocando-lhe os lábios com uma brasa que tirara do altar com uma tenaz.

Em II Crônicas 5:11-14, vemos uma passagem tremenda onde se relata uma manifestação singular da presença de DEUS. Era a dedicação do Templo de Salomão. No versículo 11, podemos notar que os sacerdotes que estavam presentes haviam se santificado sem respeitarem os seus turnos. Sabe que isto significa? Eles estavam preparados para ministrar ao Senhor, mesmo sem estarem designados para isso. O nosso proceder deve ser este, meu querido: nós devemos estar “prontos” para ministrar ao Senhor e sermos usados por Ele sempre, e não somente quando estamos escalados para pregar, dirigir o louvor, cantar, tocar etc. Além disso, uma outra coisa me chama a atenção, no versículo 12 lemos que os levitas estavam vestidos de linho fino, o que também está simbolicamente associado a uma preparação e à santidade. O resultado não foi outro: DEUS se manifestou poderosamente na forma de uma nuvem, a Sua Glória encheu a casa de tal maneira, que os sacerdotes não podiam estar ali para ministrar. Sabe por quê? DEUS ama ver Sua a santidade impressa no Seu povo e dos seus ministros: “Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim, e serei glorificado diante de todo o povo (Levítico 10:3b)”, e quando esta santidade fica patente aos Seus olhos, DEUS responde manifestando a Sua Glória e Poder.

Quinta-feira, Novembro 09, 2006

Falta-me a consciência de que Adoração é um estilo de vida V

Uma das ilustrações mais bonitas sobre a necessidade de quebrantamento para se adorar a DEUS, é o da fabricação do azeite usado na fabricação do óleo da unção. Este azeite deveria ser puro e finíssimo. Sua fabricação era feita através da utilização das chamadas pedras de moendas que eram estruturas esculpidas em rochas como se fossem bacias que acompanhava outra peça cilíndrica (um rolo) também esculpida que servia para “amassar” as azeitonas, e precisava de pelo menos dois homens para o seu manejo. Basicamente este processo produzia três tipos de óleo. O primeiro óleo, mais abundante e de menor qualidade, obtido usando-se o rolo mais leve, era usado em lamparinas para iluminação das casas. Então este rolo era retirado, e um rolo mais pesado era posto sobre a moenda. Este segundo rolo, produzia um óleo mais fino e em menor quantidade que o primeiro, o óleo que saia desta etapa era usado na alimentação (azeite culinário). A terceira prensa era realizada por um rolo ainda mais pesado, não ao ponto de quebrar os caroços das azeitonas, pois assim o óleo deixaria de ser puro. Este terceiro processo produzia uma quantidade mínima de óleo. Ele era puro e finíssimo, e era este azeite que deveria ser usado na composição do óleo da unção.

O que isto significa para nós? Louvar a DEUS quando não se tem pressão ou quando ela é mínima, é muito fácil (o azeite da primeira moenda é abundante). Quando as situações da vida nos apertam, e as perspectivas de solução diminuem, quando as nossas emoções estão advogando razões suficientes para desistir, louvar a DEUS é mais difícil e requer uma disciplina maior. Mas este ainda é o azeite da segunda moenda, não serve para ser usado no candelabro. Agora, quando DEUS permite que todo peso e pressão possível recaiam sobre nós, até o ponto que podemos suportar (lembre-se que os caroços não podem se quebrar!), e se neste processo Ele consegue extrair de nós o óleo puro e finíssimo, o azeite da terceira moenda, a Verdadeira Adoração, então o coração de DEUS, verdadeiramente, se alegra em nós, assim como Ele se alegrou em JESUS. Em Mateus 26:36-46, a Bíblia nos relata os momentos de JESUS no Getsêmani (ou gath-shemem que significa prensa de azeite). Naquele lugar, sem a presença dos discípulos que estavam dormindo, ou dos amigos que já o haviam deixado, JESUS sentiu uma angústia tão profunda e uma pressão tão grande que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra (Lucas 22:46), mesmo assim Ele deu provas de Amor ao Pai, e o adorou dizendo: “Todavia não seja como Eu quero e, sim, como Tu queres (Mateus 26:39b).

Que DEUS nos dê graça, para que qualquer que seja a situação que tenhamos que encarar na nossa vida, possamos estar exalando o doce perfume da Adoração que Ele se agrada em receber.

Quarta-feira, Novembro 08, 2006

Falta-me a consciência de que Adoração é um estilo de vida IV

A Adoração que DEUS quer receber

“Sacrifícios agradáveis a DEUS são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito não desprezarás, ó DEUS. (Salmo 51:17)

Este salmo talvez seja aquele que melhor traduz o fato de que a Adoração nem sempre está acompanhada de Música. O que para muitos de nós pode constituir uma grande dificuldade ou causar estranheza: como posso adorar a DEUS sem utilizar a música? Na verdade, a primeira imagem que na maioria das vezes se faz de um culto de Adoração, é de um culto com música (de preferência lenta). Como também a primeira imagem que a maioria de nós tem de um adorador é o de um instrumentista ou cantor. A habilidade musical não pressupõe habilidade para adorar, isto é um fato. Você provavelmente conhece músicos talentosíssimos que não adoram a DEUS no mesmo nível de seu virtuosismo. De igual forma, já deve ter encontrado verdadeiros adoradores (na real concepção desta expressão) que não tinham qualquer dom ou habilidade musical. A segunda coisa é que a Adoração precede a Música. De fato o berço da música, como a conhecemos, conforme relata as Escrituras, foi em uma civilização que se desenvolvia longe de DEUS, a descendência de Caim após este ser expulso da presença de DEUS.

Mas voltando ao salmo de Davi que abre esta seção, vemos que seu conhecimento do coração de DEUS era tanto que ele sabia com certeza o que agradava ao Senhor: espírito quebrantado, coração compungido e contrito. Assim se quisermos dar ao Senhor uma oferta de Adoração que Lhe seja agradável, esta oferta deve ser acompanhada de espírito quebrantado e coração contrito. Isto me faz lembrar daquilo que aprendi como sendo a o Ciclo da Adoração: Adoração leva ao Quebrantamento; Quebrantamento ao Arrependimento, Arrependimento ao Perdão, Perdão ao Amor, Amor à Liberdade, Liberdade à Adoração e o ciclo se repete, e a Adoração cada vez mais se aprofunda.

Domingo, Novembro 05, 2006

Falta-me a consciência de que Adoração é um estilo de vida III

A “parábola” da Topada Abençoada

“Em tudo daí graças, por que esta é a vontade de DEUS em CRISTO JESUS (ITessalonicenses 5:18)

Eu tinha bem pouco tempo de convertido e estava com quinze para dezesseis anos de idade. Numa daquelas tardes de sábado tinha ido visitar a minha avó materna. Esta cena para mim é inesquecível: estávamos todos conversando na pequena sala de seu apartamento vendo televisão. A minha querida vovozinha se balançava numa cadeira de balanço que estava bem próximo ao sofá onde eu estava sentado. Não sei explicar bem como aconteceu, mas de repente senti aquele “rolo compressor”, o pé da cadeira de balanço, passar bem em cima do meu dedão do pé direito. A minha avó chegou a “quicar” do assento. Iaaaiiiii! Eu gritei e sai pulando num pé só em volta da sala. Gelo! Alguém encomendou. Bota o pé para o alto! Sugeriu um “doutor de plantão”. Não foi nada! (tem sempre alguém para dizer isso, né?). Os primeiros trinta minutos foram recheados de uma dor quase insuportável. No restante do dia, a sensação que tinha era de que meu coração havia se mudado para o dedão. O sofrimento estava apenas começando. Veio o dia seguinte: pé inchado, dedão roxo, tive que repetir a estória trezentas vezes a todo mundo que perguntava. Mas o pior ainda estava por vir...

Na segunda-feira pela manhã bem cedo, acordei para ir ao colégio. Estudava num colégio da Marinha. Pé esquerdo com sapato, pé direito com chinelo e esparadrapo no dedão. Ônibus cheio e eu de pé por mais de uma hora, temendo não ser pisado. O dedo latejava, e eu seguia reclamando da vida...

Na semana seguinte, quando o dedo já estava melhorando, percebi que havia muita sensibilidade nas laterais. Foi quando ouvi pela primeira vez a expressão “unha encravada”. Sim, e dos dois lados! Fiz tudo o que me ensinaram: emplasto quente, gelo, lavar com água salgada, cortar os cantos, não cortar, raspar o meio com gilete etc. Acredite, por mais de um ano a minha unha permaneceu lá: encravada! E eu, durante este tempo todo, continuava reclamando a cada pisada que ganhava, quando o sabonete insistia em cair bem em cima dela (uma nova versão da Lei de Murphy), ou quando qualquer coisa fazia aquela dorzinha latente acordar subitamente... Hoje eu sei que este foi um tempo de ensino para mim. Eu estava começando a aprender a lição que está em I Tessalonicensesem tudo daí graças. A cada nova pisada lá estava eu tentando, pelo canto da boca, dizer “Graças a DEUS!”; depois de cada “magoada” no local, “Obrigado JESUS!”. Preciso confessar que ainda estou aprendendo isso, você deve bem saber que não é fácil, mas esta é a vontade de DEUS em CRISTO JESUS. 5:18,

Deixe-me finalizar a “parábola” dizendo que uma daquelas topadas, a que eu hoje chamo de Topada Abençoada, foi bastante peculiar para mim. Eu voltava do colégio por volta das cinco horas da tarde, cantando um hino que tinha aprendido no ensaio do coral da igreja no final de semana anterior: “A paz do céu encheu meu coração, quando JESUS me deu a sua mão...”. E de repente, poin! Dei “aquela” topada. Tropecei, sai “catando cavaco” por alguns metros, mas ao mesmo tempo em que tentava não me esborrachar no chão, do fundo do meu coração brotava, imediata e espontaneamente, um “Obrigado Senhor!”, que saiu pela minha boca envolto de alegria... “minha alma então lavou e a luz em mim raiou... a paz do céu encheu meu coração!”, continuei cantando enquanto me reequilibrava. E a unha encravada? O Senhor me curou uma semana depois, foi o primeiro milagre que experimentei na minha vida através do louvor. Graças a DEUS!

Sábado, Novembro 04, 2006

Falta-me a consciência de que a Adoração é um estilo de vida II

Hoje eu só tenho 3 perguntas para que a gente medite juntos:

1) Se eu professo que creio em DEUS, que Ele é o Senhor da minha vida, mas sou conhecido com enganador, “enrolado” e preguiçoso no meu trabalho ou na escola, agindo assim para quem estou dando Glória?

2) Se eu declaro que DEUS controla todas as coisas, que nada foge ao controle de Suas mãos nem à vigilância dos Seus olhos, mas a minha boca é freqüente em reclamações e murmurações, agindo assim para quem estou dando Glória?

3) Se eu declaro que confio no Senhor que a minha vida repousa em suas mãos, mas não Lhe entrego os dízimos e as ofertas com medo que me faltem recursos para pagar as minhas contas, agindo assim para quem estou dando Glória?

Sexta-feira, Novembro 03, 2006

Falta-me consciência de que Adoração é um estilo de vida

Se você notou bem, até este ponto não tínhamos trazido ainda uma definição para o termo Adoração. Muito embora eu já tenha lido diversos livros sobre o assunto (provavelmente você também) de diferentes autores e conhecendo as suas definições, todas igualmente aceitáveis, eu prefiro ainda ficar com aquela encontrada na maioria dos dicionários: Adorar é render ou prestar culto. E como eu sei que DEUS é o Único realmente digno de ser cultuado, defino então Adoração como sendo o ato de prestar culto a DEUS.

Mas o que significa prestar culto a DEUS? Prestar culto a DEUS é muito mais do que uma reunião de domingo à noite na igreja, muito mais do que o nosso momento devocional, muito mais do que cantar algumas canções de Adoração com as mãos levantadas, muito mais do que orar prostrado de joelhos etc. Prestar culto ou adorar a DEUS tem a ver com nossa conduta e nossas escolhas no dia-a-dia. Em Isaías 33, vemos alguns requisitos de quem vai habitar na presença do Senhor: “O que anda em justiça, e fala o que é reto; o que despreza o ganho de opressão; o que com um gesto de mãos recusa aceitar suborno; o que tapa os ouvidos para não ouvir fala de homicídios, e fecha os olhos para não ver o mal (v.15)”. Sendo assim, eu estou efetivamente adorando a DEUS quando: ajo com justiça com o meu próximo; quando a minha boca está falando somente palavras retas e verdadeiras, mesmo que o custo disso seja altíssimo; quando eu não aceito ter lucro ilegal ou extorsivo em alguma transação; quando eu não admito nem cogitar a possibilidade de propor ou aceitar suborno; quando eu me recuso a ouvir palavras que não trazem edificação para a minha vida e, por último, quando eu estou diligentemente evitando olhar para aquilo que não glorifica a DEUS.

Por esta razão, nós devemos examinar constantemente qual é a nossa conduta diante das situações da vida cotidiana. Por que é com as nossas ações, e não com as nossas palavras, que nós declaramos mais alto qual é a nossa fé. Se você é comprometido com DEUS e tem dedicado sua vida em cumprir a Palavra, então é natural que você, assim como eu, passe por perseguições em casa, no trabalho, na escola, na faculdade, na rua onde mora etc. Na passagem que acabamos de ler, fica claro que existe um padrão para se andar (e habitar) na presença do DEUS Altíssimo. Como devo andar e proceder; o que devo e como devo falar; o que devo ouvir; o que devo julgar como aceitável e lícito e até o que devo (ou não devo!) olhar. Estas são atividades do dia-a-dia que precisamos encarar como grandes oportunidades para se glorificar a DEUS. Sabe por quê? Nós fomos criados para isso, para a Glória de DEUS. Toda vez que com palavras ou ações não damos a Ele Glória que Lhe é devida, esta Glória vai para um outro lugar. Pense um pouco sobre isso: existe uma batalha pela Glória sendo travada constantemente nas regiões celestiais. DEUS sabe que só Ele é digno de recebê-la. Diante do Seu trono os serafins declaram continuamente uns aos outros: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda terra está cheia da sua Glória (Isaías 6:3b)”. Contudo satanás tenta usurpar esta Glória para si, ele queria ser semelhante ao Altíssimo e se assentar nas mais altas nuvens, lembra? Assim, ele faz de tudo para roubar a Glória de DEUS, tentando inclusive utilizar o homem como instrumento deste seu propósito. Através da inserção da doutrina do Humanismo no mundo, satanás tem cegado o entendimento do Homem fazendo-o pensar que este é o centro de todas as coisas e que tem dentro de si todas as respostas, o que o faz agir de forma independente não precisando de DEUS para nada. E o que é pior ainda, é constatar que muitas vezes esta forma de agir e de pensar tem invadido as Igrejas. Chegamos ao ponto de falar e agir sem o propósito de explícito de glorificar a DEUS, e sempre que não direcionamos intencionalmente a Glória a DEUS ela se vai em outra direção. Pense nisso!

Quinta-feira, Novembro 02, 2006

Falta-me intensidade III

Só um gesto e nada mais...

Certa vez enquanto compartilhava sobre este assunto (Intensidade na Adoração) em um Seminário de Louvor, subitamente uma cena incomum invadiu a minha mente e algo no meu interior me impulsionava a propor um desafio aos participantes daquele seminário. Pedi então, para que todos os presentes imaginassem que naquele instante DEUS havia enviado alguns mensageiros até aquele lugar que, imediatamente, começavam a lacrar todas as portas e janelas de modo que nenhum dos presentes poderiam mais sair daquele salão. Aqueles seres celestiais também traziam uma mensagem de DEUS para os presentes, dizendo que todos que ali morreriam nos próximos minutos, mas que antes disso seria permitido a todo aquele que quisesse expressar somente um gesto de Adoração a DEUS: levantar as mãos, mas sem emitir nenhum som ou palavra! Resumindo: todos ali morreriam, mas teriam 30 segundos para adorar a DEUS com suas mãos levantadas. Pedi então que fosse feito um silêncio absoluto, contei até três e comecei a observar. A maioria das pessoas permanecia sentada com os olhos fechados e simplesmente jogou as mãos para o ar, esperando a morte anunciada chegar. Algumas outras poucas, que pareciam ter entendido que aquele seria o último gesto de suas vidas, se esforçavam um pouco mais para manter o foco naquela expressão de Adoração. Pude ouvir alguns balbuciarem “Glória a Deus! Aleluia, Senhor!” (como é difícil para alguns adorar em silêncio!), mas pedi que se calassem, pois esta era a regra que havia sido imposta.

Após alguns instantes, voltei a solicitar a atenção de todos e perguntei a eles se este gesto que eles acabaram de fazer poderia representar o amor de cada um deles por DEUS, a gratidão que tinham por Ele e, ainda, se este levantar de mãos serviria como um cartão de visita, uma carta de apresentação, para alguém que estaria prestes a se encontrar face a face com o Rei dos reis? As respostas dadas em diversas formas tinham o mesmo sentido: de que eles achavam que poderiam ter dado mais de si.

Propus então que repetíssemos aquela experiência, desta vez encorajando-os que dessem mais de si, sem “economias”. Tornei a pedir silêncio, contei a até três e comecei a observá-los. Instantaneamente, senti algo que só consigo definir como uma explosão silenciosa de Adoração. Uma “energia” contagiante e crescente tomou conta daquela congregação. Muitos ficaram de pé outros caíram de joelhos, muitos choravam de alegria, alguns se esticavam como se quisessem tocar os céus com as mãos. Havia temor e reverência naquele lugar, mas a atmosfera reinante era de um gozo indescritível. Sentíamos a presença de DEUS vir sobre nós como se fossem ondas crescentes de amor. Não sei precisar quanto tempo ficamos ali até que me dei conta que todos ainda permaneciam em silêncio, com as mãos levantadas adorando ao Senhor. Foi quando então voltei ao microfone e “permiti” que eles louvassem a DEUS com palavras, cânticos espontâneos, gritos de júbilo, danças etc. Foi o fim daquele seminário: por mais de uma hora aquela congregação permaneceu ali descobrindo como aumentar a intensidade de sua Adoração a DEUS.

Deixe-me te fazer a mesma pergunta que fiz aos participantes daquele Seminário naquele dia: Como é que você levantaria as mãos para DEUS numa situação semelhante a esta, estando a poucos segundos de se encontrar com DEUS? Qual seria a intensidade da Adoração que você expressaria somente num levantar de mãos ao Senhor? Tente fazer isso agora mesmo, se é que é possível. Só tente lembrar que este seria o seu último e derradeiro gesto (nenhuma palavra é permitida) e que você estaria fazendo isso para a glória de DEUS. Meu querido, se ao tentar esta experiência você não sentir uma alegria indescritível invadir a sua alma, e uma gratidão enorme por ter o privilégio de sentir a doce presença de DEUS, foi por que você não entendeu ainda o que significa louvar a DEUS com toda a intensidade do seu coração.

Quarta-feira, Novembro 01, 2006

Falta-me intensidade II

Em Marcos 12:30, lemos as seguintes palavras de JESUS: “Amarás, pois, ao Senhor teu DEUS de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força”. Note que estas palavras foram postas por Ele como sendo o maior dos mandamentos. Amar ao Senhor de todo o coração é um mandamento, que independe da nossa vontade ou dos nossos sentimentos! Por um outro lado, louvar ao Senhor de todo o coração é uma mera conseqüência deste amor que temos por Ele. Em outras palavras, com a mesma intensidade que eu O amo, eu O adoro. Em conseqüência disso, se o amor que devoto ao Senhor depende das minhas emoções, do meu humor, da minha condição física, então a minha Adoração também será dependente destes fatores. Por que a intensidade na Adoração é uma resposta ao amor que tenho por Ele. Quanto mais intenso é o meu amor por DEUS mais intensa será a minha Adoração.

Como então podemos louvá-Lo como mais intensidade? Certamente não estamos falando aqui em aumentar o volume da nossa voz enquanto cantamos uma canção ou gritamos de júbilo, ou aumentar o volume do som dos nossos instrumentos. Muito embora, em algumas passagens da Bíblia, lemos que os levitas estavam cantando em voz alta sobremaneira para louvar ao Senhor e que tocavam trombetas e címbalos retumbantes, ou ainda que se podia ouvir de longe um grande alarido de júbilo no meio do arraial de Israel, não é desta intensidade que estamos tratando aqui. No caso específico da Adoração, a medida de Intensidade tem a ver com Foco. Onde está focalizado o nosso coração e os nossos pensamentos quando adoramos? Uma analogia que podemos fazer é o raio LASER (ou Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation, em outras palavras, um raio LASER é um feixe de luz amplificado pelo processo de emissão estimulada de radiação). A grande característica da luz emitida pelo LASER é que ela é coerente e não divergente (propriedades do estudo das ondas). A energia que o LASER carrega em seu feixe, capaz de em alguns casos cortar uma chapa de aço, reside no fato do seu feixe de luz não divergir, ou seja, ele não se dispersa. Se você pegar um dispositivo emissor de laser, mesmo um desses baratos de brinquedo ou um daqueles que servem como apontador para palestrantes, verá que mesmo com a baixa qualidade destes dispositivos, o seu feche de luz não diverge (ou diverge muito pouco!), sendo capaz de se apresentar como um mero ponto de luz a centenas de metros de distância. Diferentemente de uma lâmpada ou uma vela, cuja luz emitida se propaga em várias direções, sem foco, sendo desta maneira ineficaz para se “carregar” a energia que é possível de ser “empacotada” num raio LASER. Assim, se quisermos aumentar a intensidade do nosso Louvor e da nossa Adoração a DEUS, devemos concentrar a nossa energia (todo amor do nosso coração), sem divergir do Foco um só instante!

Terça-feira, Outubro 31, 2006

Falta-me intensidade

Aleluia! De todo o coração renderei graças ao Senhor, na companhia dos justos e na assembléia (Salmo 111:1)”. Se você pudesse expressar numa unidade de medida a expressão “De todo o coração”, qual seria este valor? Qual é a intensidade efetiva do louvor do salmista? Ou ainda, quanto nos custaria fazer algo de todo o coração? Para entender melhor esta expressão, temos que contextualizá-la com o pensamento filosófico e com os conhecimentos de medicina da época de Davi. Pois bem, o vocábulo em hebraico usado, na grande maioria das vezes, no Velho Testamento e comumente traduzido para coração é lêb, e era usado nos dois sentidos: literal (órgão do corpo) e metafórico (entendimento).

O coração encarado como órgão do corpo, era considerado pelos antigos como a sede da força e da vida física, juntamente com os rins (kelayôt). No sentido metafórico, lêb era tido como a sede da vida espiritual e intelectual do homem, a natureza íntima da pessoa. Aqui podemos ver com clareza como se considerava conectados os processos espirituais e intelectuais e as reações funcionais (fisiológicas) da atividade do coração. Há ainda outros significados para o termo no Velho Testamento, notadamente: sede das emoções e da alegria (Deuteronômio 28:47), da dor (Jeremias 4:19), da vontade (I Reis 8:17) etc.

Assim, se levarmos em conta o sentido mais amplo do termo coração, como sede da força, da vida física e, ainda, da vida espiritual, concluiremos que para se fazer algo de “todo o coração” precisaríamos focalizar toda esta energia, que nos mantém a vida, naquilo que estamos fazendo. Deixe-me te dar um exemplo prático: digamos que o seu carro estivesse abastecido com meio tanque de combustível e por algum motivo, você precisasse usar todo este combustível para acender uma fogueira ou alguma outra tarefa. Uma vez que você esvazie o tanque do carro e consuma todo o combustível queimando-o, seu carro ficará impossibilitado de se locomover, por que toda a sua fonte de energia foi drenada para um outro propósito. Se o coração é o centro de nossa força física e espiritual, o que significa louvar a Deus de todo o coração? Qual seria o custo disso? Sim, custaria a nossa própria vida! Em outras palavras, o que o salmista estava dizendo é: com toda a intensidade daquilo que me mantém vivo eu vou louvar ao me DEUS e Senhor, como se isto fosse a última coisa que eu iria fazer na minha vida... Ou ainda, eu vou consumir toda a minha existência no ato de louvar e adorar ao Senhor. Você consegue se imaginar louvando a DEUS desta maneira? É exatamente isso que Davi afirmou que faria: louvar a DEUS, render graças ao Seu nome ao custo de sua própria vida. Faça isso você também, agora mesmo!

Segunda-feira, Outubro 30, 2006

Falta-me espontaneidade IV

A espontaneidade na Adoração é uma resposta à liberdade.

Você se lembra de JESUS testemunhando sobre a espontaneidade de Davi? “Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome? Como entrou na casa de DEUS e comeram os pães da proposição, os quais não lhe era lícito comer, nem a ele nem aos que com ele estavam, mas exclusivamente aos sacerdotes? (Mateus 12:3-4)”. Os pães da proposição também eram chamados de pães da presença, eram pães de flor de farinha que eram colocados diariamente na mesa que ficava diante do candelabro no Lugar Santo, os pães do dia anterior só podiam ser comidos pelo sacerdote. A Bíblia ainda nos relata que o mesmo Davi quando trouxe a Arca da Aliança para Jerusalém a colocou no interior de uma tenda que havia construído, na qual não tinha nenhuma cortina de separação, como as que existiam no tabernáculo de Moisés. Sabe o que isto significa para nós? Nenhum protocolo pode “travar” espontaneidade de um coração adorador que conhece e ama a presença de DEUS.

A minha oração neste momento, é que o seu coração seja completamente livre para adorar ao Senhor. Que o seu espírito subjugue a sua alma, que insistentemente te impulsiona a uma postura mais “controlada e mais equilibrada”, e que você na condição de filho que conhece o Pai e os direitos que Ele te concede, possa expressar todo o seu amor por Ele, em qualquer tempo e em qualquer lugar, com louvores espontâneos que continuamente brotam dos seus lábios.

Sábado, Outubro 28, 2006

Falta-me espontaneidade III

Muitas pessoas estão na casa do Pai há anos e mesmo assim não se sentem livres, por que vivem segundo os protocolos da religiosidade. O que isto acarreta? Falta de espontaneidade. Onde isso é mais visível? No período do Louvor e da Adoração. Na prática, estas são pessoas que precisam, constantemente, de uma palavra de direção de quem está ministrando o Louvor: “Levante as mãos”, “Diga palavras de amor ao teu DEUS”, “Cante uma nova canção para Ele” etc. Talvez o melhor exemplo para esta situação encontre-se na Parábola do Filho Pródigo (Lucas 15:11-32). Ali podemos notar que o filho mais velho, aquele que ficou em casa trabalhando, jamais havia desfrutado da condição de filho. Note que ele quando ouviu que seu irmão havia voltado, sequer entrou na casa e em resposta ao pai que viera ao seu encontro, argumentou indignado, que há muito servia ao pai sem transgredir uma só ordem (v. 29), numa alusão quase explícita de alguém que vivia sob legalismo. Ele se via apenas como um servo, um trabalhador comum, que estava sujeito a tarefas, horários e restrições. Nunca desfrutou de nada que lhe pertencia (v. 31), ou seja, de todos os bens do pai. Foi por causa deste relacionamento protocolar que ele nunca teve a liberdade de pegar (nem de pedir ao pai!!!) um cabrito sequer para fazer um churrasco junto com os amigos.

Livres para a liberdade...
Para a liberdade foi que CRISTO nos libertou (Gálatas 5:1)”. Paulo neste texto reforça, até com certa redundância, que o Senhor JESUS nos libertou para a liberdade! Especificamente ele estava falando para aqueles crentes da época que uma vez que haviam conhecido a Graça de DEUS, que não deviam mais voltar a estar sujeitos à Lei. Para Paulo, isto significava voltar para o jugo da escravidão. Muitas pessoas hoje acabam tentando fazer a mesma coisa: elas foram livres do legalismo, das crendices, das superstições, dos ensinos de demônios, mas querem se auto-impor, ou se deixam novamente ser subjugadas, com alguma prática ou armadura que lhes cerceiam a verdadeira liberdade que JESUS as concedeu. Mas, então o que significa isso no contexto da Adoração? Adorar a DEUS com liberdade é servi-Lo sem imposições, consagrar-se a Ele desimpedidamente para poder ministrá-Lo da forma mais livre possível. Com a liberdade de quem está na casa do seu pai natural, sem cerimônias, sem protocolos. Na casa do meu pai eu tenho liberdade de tirar o sapato, abrir a geladeira pegar algo para comer, colocar o pé na mesinha de centro da sala... É lógico que este comportamento deve estar dentro das boas normas da educação, mas estas normas não devem me sufocar ao ponto de não me sentir livre. No mesmo capítulo de Gálatas, no versículo 13, Paulo adverte-nos que a liberdade não deve ser usada para dar ocasião à carne. Mas de forma alguma nenhum formalismo cerimonioso, litúrgico ou social pode me impedir de louvar ao meu DEUS, que me libertou para a liberdade, com toda a espontaneidade do meu coração.

Sexta-feira, Outubro 27, 2006

Falta-me espontaneidade II

Bom é este lugar...

Em Mateus 17:1-9, lemos o episódio conhecido como a Transfiguração de JESUS. Decorridos seis dias que Pedro havia recebido a revelação mais importante de sua vida: a revelação de que JESUS era o Filho do DEUS vivo, num momento em que muitos discípulos criam que JESUS fosse João Batista, Elias, Jeremias ou algum dos profetas. A Bíblia nos relata então que JESUS tomando a Pedro e aos irmãos Tiago e João, os conduziu a um alto monte e lá se transfigurou diante deles, dando uma antevisão da exaltação futura dEle. Lá no topo do monte, ao sentir e ver a manifestação de uma pequena parte apenas da Glória do Filho de DEUS, cujo rosto resplandecia como o sol e as Suas vestes tornaram-se brancas como a luz (v.2), Pedro completamente livre de toda a preocupação com as coisas terrenas e de seus afazeres, com toda a espontaneidade de quem estava achando muito bom estar naquele lugar (v.4), sugere para JESUS que o permitisse construir três tendas: uma para Ele, uma para Elias e outra para Moisés (que apareceram conversando com o Senhor) pudessem acampar ali, como se nada mais importasse na vida... Pedro não pensou em construir uma tenda para ele, o que realmente importava era estar ali...Ah, que lugar maravilhoso é esse, que nos faz esquecer de todas as outras coisas e que nos liberta de todas as nossas preocupações?! O lugar da presença manifesta onde brilha a Glória de DEUS! Este é o lugar que realmente vemos o que importa e o que tem valor. É deste lugar que os filhos de Coré se referiam quando no Salmo 84 declaravam: “Pois um dia nos Teus átrios vale mais que mil, prefira estar à porta da casa do meu DEUS, a permanecer nas tendas da perversidade (v.10)”.

Veja ainda o caso de Bartimeu, o cego mendigo que estava sentado à beira do caminho (Marcos 10:46-51). Quando Bartimeu ouviu que JESUS iria passar por aquele caminho, ele começou a clamar por Ele. Como a Bíblia relata que JESUS vinha acompanhado de uma numerosa multidão, podemos entender que Bartimeu precisava gritar alto para ser ouvido. Gritar bem alto! Bastou que ele começasse a clamar para ser repreendido por muitos daqueles que estavam à sua volta. Tentaram sufocar o clamor de Bartimeu, mas conta-nos as Escrituras que ele gritou ainda mais (v.48). Você sabe por quê? Por que Bartimeu não estava preso às tradições religiosas dos judeus e nem às imposições político-sociais da época que o impediam de se manifestar já que era um mendigo, uma pessoa à margem da sociedade. Na verdade, Bartimeu não se importou com o que pensariam dele. Ele, com a espontaneidade de quem muito desejava ser curado, começou a clamar Àquele que verdadeiramente podia lhe curar. JESUS foi parado pela espontaneidade de um coração que clamava. A fé de Bartimeu demonstrada “aos gritos” (sim, a fé precisa ser demonstrada com ações), foi contemplada por JESUS além de curá-lo também o salvou.

Quinta-feira, Outubro 26, 2006

Falta-me espontaneidade

Você saberia responder o que há de comum nestas três passagens do Livro de Salmos: 34:1 (“Bendirei ao Senhor em todo tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios”); 40:3a (“E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso DEUS...”) e 149:1 (“Aleluia! Cantai ao Senhor um novo cântico, e o seu louvor na assembléia dos santos”)? Nelas a palavra original traduzida para louvor vem do verbete hebraico tehillah que literalmente significa uma nova canção, um hino de louvor espontâneo para a Glória de DEUS!

No Salmo 34, Davi declara diante do Senhor que terá continuamente, um louvor espontâneo para DEUS que brota do interior do seu coração por estar observando todas as coisas que Ele tem feito. Que motivos Davi alega, então, para ter um louvor espontâneo e contínuo a DEUS em seus lábios? Se você atentamente ler este salmo, verá que a ênfase está contida nele é a liberdade trazida por DEUS à vida dos seus servos, pela libertação dos temores (v. 4), das tribulações (v. 6), do mal (v. 7), das aflições (v.19) etc. Ser espontâneo na Adoração é uma característica de quem verdadeiramente é livre!

Muitas pessoas são espontâneas e rápidas para reclamar, murmurar e até rogar pragas quando enfrentam uma situação adversa na vida. Na boca elas carregam um repertório imenso de palavras e expressões inadequadas. Basta que uma pequena coisa ocorra de maneira contrária ao que esperavam, para que o gatilho de sua desenfreada metralhadora vocal seja disparado. Porque elas agem assim? Por que estão presas, muitas vezes sem perceber, a uma mente perversa que as mantém cativas e dominadas, longe do conhecimento da Verdade que liberta. Enquanto permanecem reclamando não reconhecem que DEUS controla todas as coisas, enquanto seguem a vida cantando o hino da murmuração estarão dando glória àquele que almejou um dia ser igual a DEUS sem conseguir. Pense nisto!

Terça-feira, Outubro 24, 2006

Falta-me expressão II

Algumas pessoas se ancoram na argumentação da batalha entre a razão e a emoção, muitas vezes revestidas de sinceridade, e questionam se o choro ou as lágrimas, os gritos de júbilo ou os saltos de alegria de alguns, durante o período de Louvor e Adoração, seriam simplesmente uma manifestação emocional. Minha primeira pergunta é: Quem foi que disse que a emoção depõe contra aquilo que é genuíno? DEUS nos deu emoções! Elas são legítimas na Adoração quando são geradas dentro do nosso espírito. É o nosso espírito que adora a DEUS (João 4:24), é ele que me faz inclinar para Ele, e uma vez que Ele toque o meu espírito, este toque pode acarretar uma descarga de emoções genuínas, que vão acionar a minha alma e o meu corpo, sob o controle do espírito, para expressá-las. Assim posso chorar, gritar, sorrir, cantar, ou mesmo ficar totalmente paralisado na presença dEle. Mas estas manifestações terão sido genuínas porque foram comandadas pelo meu espírito, quando tocado pelo Espírito de DEUS. A alma não é capaz de produzir alegria verdadeira, pois alegria verdadeira vem de DEUS. O que alma pode produzir é algo chamado folia, mas ela, você sabe muito bem, é passageira e superficial. A alegria verdadeira vem do Senhor e é a nossa força.

No mais, deixe-me ir um pouco mais neste assunto. Pelo que tenho observado nestes mais de 20 anos em que tenho servido ao Senhor como levita em Sua Casa, a maioria das pessoas que conheci (diria mesmo que todas elas!) que de alguma forma se impõem limites na expressão de sua Adoração, alegando não quererem cair em “emocionalismo”, são pessoas incapazes de chorar diante de DEUS em arrependimento por seus pecados ou por qualquer um outro motivo. Eu particularmente, penso que este é um bom “termômetro” para a nossa vida espiritual: Se consigo me lembrar quando foi a última vez que eu me derramei na presença de DEUS em lágrimas de arrependimento pelos meus pecados? E se me lembro quando foi a última, conseguiria me lembrar da penúltima? Pense a respeito disso.

A expressão na Adoração é uma resposta ao conhecimento que temos de DEUS. Sua largura e profundidade são diretamente proporcionais à qualidade do nosso relacionamento com o Senhor. Por isso, à medida que vou conhecendo-O mais e mais, fico cada vez mais convencido que ninguém merece mais do que DEUS o meu melhor e mais caloroso aplauso; ninguém é mais digno do que Ele de receber o meu grito de júbilo mais verdadeiro; ninguém senão Ele merece ser a motivação e inspiração das minhas músicas; a força que ma faz levantar, dormir, trabalhar, respirar, adorar e viver...

Que Ele nos ajude, a cada um de nós indistintamente, a enxergar o valor que Ele dá à Expressão do nosso amor por Ele na Adoração, de forma completa e irrestrita.

Segunda-feira, Outubro 23, 2006

Falta-me expressão

Você conhece alguém que não importa o que esteja acontecendo à sua volta, consegue permanecer com a mesma fisionomia, como se sua face estivesse anestesiada? Você já conversou ou mesmo discutiu, com alguma dessas pessoas e sentiu uma extrema dificuldade de “ler” o que aquela pessoa estava sentindo, face à sua passividade e falta de expressão? Para mim soaria falso se estivesse ouvindo alguém testemunhar de algo grandioso que a deixou muitíssimo feliz, mas que mantivesse o mesmo tom monocórdio na voz e nenhum sorriso em seu rosto. É natural que o tom da nossa voz, a expressão da nossa face, os nossos gestos sejam compatíveis com os nossos sentimentos em relação àquilo que estamos comunicando.

Uma outra situação tão absurda como a falta de expressão é a expressão inadequada. Pois bem, muitas vezes NÓS fazemos isso enquanto adoramos a DEUS! Cantamos músicas de júbilo com a expressão facial de quem está num enterro ou sofrendo; ou cantamos canções de amor a DEUS com o mesmo entusiasmo e disposição de quem acorda para trabalhar às 5 horas da manhã de uma segunda-feira chuvosa.

Sinceramente, não creio que a maior questão aqui seja o temperamento da pessoa que a impede de se expressar adequadamente a DEUS quando O adora. Mas sou totalmente inclinado a pensar que a falta de entendimento aliada às tradições e aos rudimentos humanos têm nos aprisionado dentro de uma caixa que retém a expressão genuína da nossa Adoração. Vamos aos fatos.

Deus nos criou seres completos formados por espírito, alma e corpo. O nosso espírito é a nossa parte mais interior, ele carrega a nossa verdadeira identidade (DEUS nos vê como espíritos!) e nele estão contidos a nossa Consciência o centro da nossa vida espiritual; também está localizado no espírito o núcleo da nossa Sensibilidade às coisas de DEUS e, ainda, o lugar da Comunhão, onde efetivamente temos interface com DEUS, a morada do Espírito Santo de DEUS em nós. É o nosso espírito que tem “saudades” do Céu e nele está o sentimento de eternidade do Homem, ele é a parte de nós que tem inclinação para DEUS. Na nossa alma estão localizadas as emoções, as nossas vontades, as concupiscências, a capacidade analítica (a habilidade para julgar), a inclinação para os prazeres e para a carne que foi amplificada na queda do Homem.

Quanto ao corpo, sabemos que ele apenas um envoltório da nossa essência, daquilo que realmente somos, e a interface dos nossos cinco sentidos com o mundo exterior. Pois bem, a intenção de DEUS na Criação era que o Homem fosse comandado pelo espírito, deixando a alma e o corpo com agentes passivos e subjugados a este controle central. Na queda do Homem, a alma “tomou” o controle que estava com o espírito e levou o Homem a se afastar de DEUS, já que a inclinação da alma é a carne. Além disso, a alma seguiu bloqueando o acesso do Espírito Santo ao espírito do Homem, edificando algumas barreiras à Fé: ceticismo, racionalismo, pensamento lógico etc. O processo de salvação nos reconduziu ao estado original, o nosso espírito retomou o controle, mas após o pecado original, a alma sempre tentará usurpar a posição do espírito, numa batalha constante. É por isso que você tem que lutar muitas vezes com suas emoções para fazer a vontade de DEUS! Também é por isso que nos custa muita disciplina levar os pensamentos totalmente cativos a DEUS.

Ih! vou precisar continuar com este assunto amanhã...

Domingo, Outubro 22, 2006

Falta-me contato com o Deus que adoro IV

Permita-me insistir neste assunto, encorajando-o da seguinte maneira:

Meu querido irmão, assuma um compromisso diante de DEUS (e faça isso agora mesmo!) de abolir toda forma e manifestação de shachah na sua vida: o culto a um DEUS que está distante, o ato mecânico e ritual, as amarras do formalismo, o excesso de protocolo etc. Avalie se a sua postura em adorar a DEUS está compatível com a liberdade que você tem em DEUS. E ainda, assegure-se que você está diligentemente tentando quebrar todos os limites que te impedem de desfrutar o privilégio que JESUS te deu de ter total e livre acesso ao Pai. Desenvolva em você um espírito ousado, que quer ir mais além no processo de conhecer a DEUS. Veja mais uma vez, o exemplo de Moisés: seu acesso a DEUS era limitado por uma aliança ineficaz, ele não tinha direito de ver a Glória de DEUS, mas mesmo assim insistia com o Senhor: “Rogo-te que me mostres a tua Glória (Êxodo 33:18)” e fez isso com um coração tão sincero e sedento por DEUS que o Senhor o atendeu em parte deixando que ele O visse pelas costas.

Por último, adote permanentemente o estilo de vida proskuneo: toque nas vestes do Senhor, toque em Sua face, deixe que Ele te conduza pela mão, permita que Ele te toque, reverencie-O prostrado aos Seus pés e beije-O. Exerça integralmente o direito que te foi concedido por JESUS na Nova Aliança: ter contato com DEUS.

Sábado, Outubro 21, 2006

Falta-me contato com o Deus que adoro III

Um pouco mais sobre Proskuneo e Shachah

Um outro aspecto interessante que podemos tirar aqui, é que das 59 vezes que este verbete (proskuneo) ocorre no Novo Testamento, 24 se acham no livro de Apocalipse, 11 no Evangelho de João (onde temos a única ocorrência do substantivo proskynetes, ou adorador em João 4:23) e 9 vezes em Mateus: em todas estas ocorrências, o significado retomado e desenvolvido do termo, está no contexto de que a Adoração é exclusiva a DEUS e a JESUS (Veja Atos 10:25-26 e Apocalipse 19:10 e 22:8-9). Assim, podemos notar que a sugestão de satanás para Jesus em Mateus 4:9 (“Tudo isso te darei se, prostrado, me adorares.”) representa uma subversão do direito exclusivo de DEUS de receber Adoração, e por isso foi prontamente recusada por Jesus no versículo 10: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto”. Aliás, é isso que satanás tem tentado, através dos séculos, sem se cansar: roubar a Glória de DEUS.

Voltando ao nosso contexto (falta de contato com DEUS), o que podemos assinalar então como diferenças entre a Adoração que acontecia no Velho Testamento (shachah) e a que presenciamos no Novo Testamento (proskuneo)? A primeira era realizada à distância, era mecânica, ritualística e sem vida; a segunda preconiza e encoraja a aproximação, a espontaneidade e a beleza da intimidade. Shachah apontava para a imperfeição da Aliança Mosaica, proskuneo fala da reconciliação e da redenção perfeita conseguida na Cruz.

Sabendo de tudo disso, em qual erro poderemos incorrer quando adoramos a DEUS? Ou de que maneira podemos estar falhando nisso? Infelizmente, ainda há pessoas que mesmo vivendo na Nova Aliança, adoram a um DEUS que está muito longe, distante. Alguns fazem isso de maneira mecânica e sem foco nEle; ou ainda, adoram a DEUS sem liberdade e espontaneidade. Adorar a DEUS, vai requerer de nós um envolvimento maior com Ele, também irá requerer um nível maior de intimidade no nosso relacionamento o Senhor (Salmo 25:14) e acima de tudo, precisaremos ter mais contato com o Espírito Santo de DEUS.

De maneira prática: é hora de deixar de shachah e praticar proskuneo!